quinta-feira, 9 de abril de 2026

𝐂𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐦𝐞 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨𝐮 𝐞 𝐞𝐮 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐩𝐫𝐞𝐧𝐝𝐢 - 𝐠𝐫𝐚ç𝐚𝐬 𝐚 𝐃𝐞𝐮𝐬! (𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟐)

Por Roney Cozzer

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Uma das coisas que a Igreja me ensinou e eu desaprendi é que a FILOSOFIA É COISA DO DIABO. E mesmo quando isso não era dito ou ensinado de forma explícita, não faltavam olhares inquisitórios quando se mencionava a Filosofia. Em alguns contextos religiosos evangélicos, os filósofos quase sempre são demonizados e o seu pensamento visto como ameaça à verdade.

Mesmo teólogos reformados, geralmente reputados como mais intelectuais, acabam por inferir que a Filosofia serve ao engano. Outras ciências importantes para a humanidade também sofrem com esse tipo de preconceito religioso, como a Psicanálise, por exemplo.

Essa resistência, longe de ser sinal de esclarecimento intelectual, evidencia, a meu ver, anti-intelectualismo. E arriscaria dizer que sinaliza também para insegurança quanto à própria fé. Se estou seguro daquilo em que creio e amadurecido em minha relação com o Evangelho, por que não dialogar com correntes de pensamento que possam oferecer contribuições e, por que não, contrapontos ao que penso?

Rejeitar a Filosofia sob a alegação de que ela corrompe a fé me parece impróprio, já que qualquer forma de conhecimento possui problemas, inclusive a Teologia ortodoxa... Portanto, usar esse fato para descartar a Filosofia não me parece honesto.

Amo a Filosofia! O filósofo italiano Nicola Abbagnano escreveu: 

"Filosofia é o uso do saber em proveito do homem. Platão observa que de nada serviria possuir a capacidade de transformar pedras em ouro a quem não soubesse utilizar o ouro, de nada serviria uma ciência que tornasse imortal a quem não soubesse utilizar a imortalidade..." (Dicionário de Filosofia, 1982, p. 442).

Filosofia e Teologia sempre andaram juntas na história da Igreja e, em determinado período, eram até mesmo inseparáveis. Grandes pensadores cristãos foram filósofos de primeira grandeza: Agostinho, Aquino, Kierkegaard, Tillich... 

Estudar Filosofia me humaniza ainda mais, expande minha mente e provoca em mim deslumbramento. Ela contribui, inclusive, para combater a alienação sob diversas formas.


𝐂𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐦𝐞 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨𝐮 𝐞 𝐞𝐮 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐩𝐫𝐞𝐧𝐝𝐢 - 𝐠𝐫𝐚ç𝐚𝐬 𝐚 𝐃𝐞𝐮𝐬! (𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟏)

Imagem criada por IA - Gemini

Por Roney Cozzer

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É bem verdade que a igreja nos ensina muitas coisas boas. Minha vivência no interior da religião, desde a primeira infância, foi absolutamente importante para a minha formação humana. Mas é verdade também que a igreja nos ensinou muitas coisas que ainda precisam ser superadas.

No início de nossa caminhada de fé, tendemos a sacralizar tudo que recebemos nesse pacote religioso, encarando esses conteúdos como verdades inquestionáveis, como a "sã doutrina", mas o fato é que essa "sã doutrina", por vezes, tem sido motivo para o adoecimento emocional de muitos.

Com o passar dos anos, fui amadurecendo e sendo "confrontado" positivamente pela vida e aprendendo "aos pés" de ciências como a Teologia e a Psicanálise. E, sobretudo, sigo aprendendo com o evangelho de Jesus, de modo que à luz desse aprendizado, diversas ideias religiosas perderam o sentido para mim.

Uma dessas ideias é a de que O OBREIRO CRISTÃO PRECISA SE MOSTRAR SEMPRE FORTE, FIRME E INABALÁVEL. Eu fui um jovem obreiro nas Assembleias de Deus e convivi muito com essa concepção. Suspeito, inclusive, que na base dessa compreensão há uma dose alta de machismo, afinal, homem de verdade não demonstra fraqueza.

Quando vejo Jesus, no entanto, se dirigindo a outros homens como ele: "Estou angustiado até a morte", vejo nisso muita coragem! De fato, é preciso coragem para se expor dessa forma. Quando identifico as fragilidades e emoções humanas manifestas em palavras e ações de vultos das narrativas bíblicas aprendo muito com isso. É significativo que a Bíblia tenha preservado esses aspectos. Isso nos ensina muito. E também aprendo com a Psicanálise que nos ensina que aquilo que reprimimos, pode voltar em forma de doenças psíquicas como fobias, ansiedade e outras.

Diante disso, hoje, rejeito veementemente essa ideia religiosa de que o obreiro cristão precisa ser sempre forte. Meu conselho é: fuja desse estereótipo, fale sobre seus problemas e crises internas, evidencie suas fraquezas e angústias, "abra o coração". Chore quando sentir vontade. Isso faz bem! Isso não é sinônimo de fraqueza. Só não se exponha a pessoas que não lhe amam, de fato. 

𝐂𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐦𝐞 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨𝐮 𝐞 𝐞𝐮 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐩𝐫𝐞𝐧𝐝𝐢 - 𝐠𝐫𝐚ç𝐚𝐬 𝐚 𝐃𝐞𝐮𝐬! (𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟐)

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