domingo, 26 de abril de 2026

𝐂𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐦𝐞 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨𝐮 𝐞 𝐞𝐮 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐩𝐫𝐞𝐧𝐝𝐢 - 𝐠𝐫𝐚ç𝐚𝐬 𝐚 𝐃𝐞𝐮𝐬! (𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟑)

 

Por Roney Cozzer

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Dando continuidade à nossa série, quero refletir sobre a concepção teológica de que ISRAEL, POR SER O POVO ELEITO DE DEUS, RECEBE UM TRATAMENTO ESPECIAL DELE. Esse é um entendimento muito cristalizado na mente dos evangélicos brasileiros e suspeito que isso se deve, em grande medida, à tremenda influência do Dispensacionalismo.

Essa compreensão tem levado a igreja a simplesmente ignorar as barbaridades cometidas pelo atual Estado de Israel. Oram por Israel, mas silenciam quanto às populações árabes que sofrem os flagelos da guerra.

Tive o desprazer de conversar com um senhor evangélico que defendeu irrestritamente o genocídio praticado por Israel em Gaza. Indaguei a ele se era mesmo possível legitimar o genocídio de dezenas de milhares de pessoas, em sua maioria esmagadora mulheres e crianças, praticado por um Estado assassino. A resposta dele foi que isso seria uma "consequência da guerra".

Certa feita, numa igreja batista, afirmei que aquele deus do Antigo Testamento que ordena a morte de mulheres e crianças de colo foi superado no Deus de Jesus Cristo, que envia seu Filho por amor à humanidade a fim de salvá-la, o que fez com que eu fosse hostilizado. Isso aconteceu justamente à ocasião em que Israel já devastava Gaza assassinando milhares de civis. Entendi o motivo da revolta contra o meu discurso...

Me pergunto se esse tipo de mentalidade é fruto só de ignorância mesmo ou de corações perversos de pessoas que, conquanto passem a vida no interior de igrejas, nunca entenderam o evangelho. Não é exagero afirmar que se estabeleceu uma idolatria tosca de Israel no meio evangélico.

Graças a Deus desaprendi isso! A leitura de Romanos 1 a 3, Efésios 2 e Colossenses 3, além de muitos outros textos do Antigo e do Novo Testamentos me conduziram a um entendimento mais maduro da questão. Em Cristo, somos nivelados, judeus e gentios. Deus amou o mundo, não apenas um povo...

A santidade de Deus deve nos levar a reprovar o erro onde quer que ele se encontre. Direitos humanos e paz são valores aos quais todo cristão deve se apegar e reprovar qualquer nação e governo que os pise.

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