Por Roney Cozzer
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Prezado leitor, prezada leitora, nas linhas que se seguem não quero parecer fatalista ou mesmo reducionista quanto aos assuntos nos quais toco levemente. É claro que eles precisam ser considerados um a um cuidadosamente, levando em conta especificidades, variáveis e contextos. Mas sejamos honestos: as pessoas, hoje, tem a irritante mania de romantizar comportamentos ruins e transformá-los em algum tipo de transtorno, quando, na verdade, deveriam sim reconhecer que é só questão de comportamento. Tudo hoje é autismo, TDAH, falta de oportunidade, vitimismo, etc.
Nem sempre se trata de autismo; por vezes, é somente incapacidade de sociabilidade mesmo. Nem sempre é TDAH; por vezes, é só falta de atenção, de interesse e, logo, de foco. Basta treinar a mente e se reeducar... Parar de assistir inúmeros vídeos curtos e desenvolver o hábito da leitura já é um excelente passo nessa direção.
Nem sempre é "comportamento tipicamente adolescente"; por vezes, é falta de educação e estupidez mesmo. Adolescentes são indivíduos capazes de dizer "Bom dia", "Boa tarde", "Tudo bem?" "Como posso ajudar?" etc., bastando apenas receberem esse tipo de educação para conviver bem com as pessoas.
Nem sempre é o meio ou falta de oportunidade; por vezes, o que acontece é que há muita preguiça, acomodação e falta de coragem para buscar criar as próprias oportunidades e progredir na vida. Nem sempre é complexo de inferioridade, mas sim o fato de que você está diante de pessoas que sim, são melhores do que você! E isso não deveria ser visto como algo ruim, já que conviver com pessoas melhores do que nós tende a nos "puxar para cima".
Nem sempre é perseguição que você está sofrendo na família, ou no trabalho, ou na igreja ou em qualquer outro ambiente. Pode ser simplesmente que você seja desagradável, difícil de conviver, inflexível, um mal profissional...
Nem sempre a questão é que "esse é o meu jeito" ou "é o meu temperamento". As pessoas romantizam a grosseria e a incapacidade de respeitar o outro usando para isso os temperamentos. Há aqueles que dizem assim: "Falo a verdade doa a quem doer". Veem isso como uma qualidade, como sinônimo de transparência quando, na prática, é só a incapacidade de se comunicar respeitosamente, de mudar a abordagem que faz às pessoas, de amadurecer, de se corrigir. É só você insistindo em ser uma pessoa que as outras pessoas querem evitar e, provavelmente, com boa razão para isso.
Percebeu? Temos a tendência de terceirizar nossos males, de transferir a outros e a fatores as nossas dificuldades e deficiências, quando faríamos bem em assumi-las. O reconhecimento dos nossos defeitos é o primeiro passo para a sua superação. Um amigo me disse certa vez:
"Roney, nunca transfira para os outros a culpa pelos SEUS fracassos. Você é culpado pelos seus fracassos".
Doeu ouvir isso, mas foi didático. Deixei o mimimi de lado e passei a buscar me encarar de forma mais honesta, reconhecendo meus limites, comportamentos desagradáveis, defeitos que tenho...
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